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Orientação Workshop | Workshop Orientation: Marisa Silva


        Este é o cartaz relativo a um workshop entre outros, que estou a orientar com o apoio do Pelouro da Juventude da Câmara Municipal de Gondomar, Casa de Juventude de Rio Tinto e ARGO.
Ilustração inspirada nas bonecas de papel vintage por Marisa Silva.
        
This is the poster for a workshop among others, I am directing it  with the support of the 
City Council of Gondomar, House of Youth of Rio Tinto and ARGO.
Illustration inspired in vintage paper dolls by Marisa Silva


        This initiative aims at reusing parts that would eventually end up in the trash in exclusive pieces. So, as to encourage participants to pro-activity, stop us to be less spectators and consumers.


But this workshop has a special inspiration:



       What induces me to make this workshop and others to come, goes beyond the acclaimed "Take advantage of the crisis" printed on the covers of economy magazines.  Is reviving a sweet memory of childhood, a warm nostalgic joy.

       I had the best nanny a I could ever have, my paternal grandmother, who shared beyond the harsh wisdom, the gift of proactivity, a word that she could not even pronounce, but that was inherent in her, more than some of my College teachers that theoretically wandered hours on this subject.

      She kept all the jerseys of her  seven children, and these sweatshirts were my hobby every morning, she let me undo the sweaters. And I loved to undo them! That bittersweet pleasure that a child of four has to destroy something. Would pull the cord was becoming endless and sweater was disappearing. She made rolls with newspaper and then asked me to wrap the yarn of the sweaters undone in those rolls and organizes them by colors. The  result it was a lot of woll skeins , with which it she did her magic. Made carpets, blankets, pillows, shawls and my first fashion accessory: my first bag.

It wasn't a random magic, she had a wooden box that I envied, where she kept some woll skeins, needles, thimble, scissors and more importantly, the little drawer of buttons. Buttons that she took from all the useless clothes and kept in that little drawer. When I opened that drawer and saw the cluster of buttons of all colors and shapes, I was fascinated and wanted them, I wanted them so much  and did not even know why.

     On of the days when she put the box on the edge of the window, while she told me stories that I never read in any books, I touched the box with my elbow and she falls on the street. I offered me to pick  everything and as I took the buttons, I always kept one or two in my pocket. After handing her the box properly, with needles and thimbles on one side, the woll skeins on  the other and the colored buttons in the little drawer, two of them in my pocket, and she always smiled at me and continued the story.     Today, the magic box is mine. :)

The  real magic box | A verdadeira caixa mágica 
     
   
          Esta iniciativa pretende reutilizar peças que eventualmente iriam acabar no lixo em peças exclusivas. Assim como incentivar os participantes a pro-actividade, pare que sejamos menos espectadores e consumidores.

Mas este workshop tem uma inspiração especial:


O que me induz a realizar este workshop e outros vindouros, vai para a além do aclamado “Tire proveito da crise” impresso nas capas das revistas de economia. É reviver uma memória doce de infância, é uma nostalgia alegre e quentinha.
Tive a melhor ama que alguma vez poderia ter, a minha avó paterna, que partilhou para além da sabedoria agreste, o dom da proactividade, palavra que ela nem sequer conseguiria pronunciar, mas que estava mais inerente nela do que em alguns dos meus professores de faculdade que teoricamente divagaram horas sobre este assunto. 
Ela guardava todas as camisolas de lá dos sete filhos, e essas mesmas camisolas eram o meu hobby matinal, ela deixava-me desfazer as camisolas. E como eu adorava desfaze-las! Aquele prazer agridoce que uma criança de quatro anos tem em destruir algo. Ia puxando pelo fio que se ia tornando interminável e a camisola ia desaparecendo. Ela fazia rolinhos com papel de jornal e depois pedia-me para enrolar o fio das camisolas desfeitas nesses mesmos rolinhos e organiza-los por cores. Dali resultavam imensos novelos, com os quais ela fazia magia. Fazia tapetes, mantas, almofadas, xailes e o meu primeiro acessório de moda; a minha primeira mala.
Ela não fazia magia do acaso, tinha uma caixinha de madeira que eu invejava, onde guardava alguns novelinhos, as agulhas, o dedal, a tesoura e o mais importante; a gaveta dos botões. Botões que ela retirava de todas as peças sem serventia e guardava naquela gavetinha. Quando eu abria aquela gaveta e via o aglomerado de botões de todas as cores e feitios, ficava fascinada, e desejava-os, desejava-os tanto e não sabia sequer para quê.
Nos dias em que ela colocava a caixa na beira da janela, enquanto me contava histórias que nunca li em livros, eu encostava o cotovelo á caixa e ela caia á rua. Eu oferecia-me para ir apanhar tudo e enquanto apanhava os botões, guardava sempre um ou dois no bolso. Depois entregava-lhe a caixa direitinha, com as agulhas e os dedais de um lado, os novelos do outro e os botões coloridos na gavetinha, dois deles no meu bolso, ela sorria sempre e continuava a história.
Hoje, a caixinha mágica é minha. :)

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